CONGRESSO PRÊMIOABT 2025 Cases de jornada do cliente revelam decisões

Participantes da Trilha 11 do Congresso PrêmioABT 2025

Cases de jornada do cliente revelam os bastidores das empresas no Congresso PrêmioABT 2025. Os insights mostram que consistência, execução e cultura definem o sucesso da experiência do cliente

Os cases de jornada do cliente apresentados na Trilha 11 do Congresso PrêmioABT 2025 trouxeram mais do que boas práticas — revelaram decisões difíceis, ajustes de rota e aprendizados que interessam diretamente aos executivos de CX. Sob mediação de Rodrigo Tavares, o painel reuniu lideranças de empresas como Cogna, Banco Bmg, Blue6ix, Brasilseg, Energisa, iFood e Rvops para discutir como a jornada do cliente se consolidou como eixo estratégico de negócio.

Ao longo das apresentações, emergiu uma tensão comum: como escalar personalização com eficiência, integrar dados em tempo real e manter consistência em todos os pontos de contato. A resposta veio dos próprios cases. Empresas que evoluem jornada tratam experiência como disciplina contínua, conectando tecnologia, cultura e execução. Mais do que desenhar jornadas, o desafio atual está em sustentá-las com consistência e impacto.

Rodrigo Tavares, Customer Experience, Board Member, Investor & Advisor, Career Mentor, Teacher, Speaker.

O painel começou com uma provocação que guiou todo o debate

Os cases de jornada do cliente ganharam profundidade logo na abertura. Rodrigo Tavares direcionou a discussão com uma pergunta direta aos participantes:

Como transformar jornada em resultado real e não apenas em discurso?

A provocação deu o tom do painel. As apresentações deixaram de lado conceitos amplos e avançaram para decisões concretas.

Esse movimento reflete a maturidade do mercado. A evolução do setor mostra a transição de operações focadas em volume para modelos orientados à experiência e valor.

Ao longo da conversa, ficou evidente que o desenho da jornada já não representa o principal desafio. O ponto crítico está na execução consistente, especialmente em ambientes complexos e multicanais.

Entre eficiência e proximidade: onde a jornada realmente acontece

Alline de Souza Leite, Gerente Sênior Desenvolvimento Comercial, Cogna

Um dos momentos mais ricos do painel surgiu na comparação entre os cases.

Na Cogna, Alline de Souza Leite, Gerente Sênior Desenvolvimento Comercial, trouxe uma abordagem orientada à eficiência. A construção de uma esteira híbrida de matrículas conectou canais digitais e atendimento humano, reduzindo atritos e acelerando a conversão.

Ao mesmo tempo, o Banco Bmg, com Maria Adriana Silva, Gerente de Experiência do Cliente, apresentou uma perspectiva que tensiona essa lógica. “A jornada precisa acolher, não apenas resolver”, destacou a executiva ao apresentar o “Jeito Bmg”.

Aqui aparece um dos principais aprendizados do painel: eficiência e proximidade precisam coexistir.

Maria Adriana Silva, Gerente de Experiência do Cliente, Banco BMG

Executivos de CX enfrentam esse equilíbrio diariamente. Automatizar processos aumenta escala. Humanizar interações fortalece vínculo. A jornada eficaz integra os dois movimentos.

A voz do cliente deixou de ser feedback e virou direcionador

Outro ponto que gerou debate foi o papel da voz do cliente.

Na Blue6ix, Neiva Dourado, CEO, mostrou um modelo onde feedbacks alimentam diretamente decisões operacionais. A centralização das informações permite respostas mais rápidas e alinhadas.

Neiva Dourado, CEO, Blue6ix

Já a Brasilseg, com Náthaly Menezes, Ouvidora, trouxe uma visão que ampliou a discussão. A Ouvidoria evoluiu de um canal reativo para um sistema ativo de geração de confiança. O projeto apresentado mostrou como críticas estruturadas se transformam em melhoria contínua.

Nesse momento, o painel revelou um consenso implícito: empresas que escutam melhor decidem melhor.

Para executivos de CX, o desafio deixa de ser coletar dados. O foco passa a ser transformar escuta em ação consistente.

Dados em abundância, execução como diferencial

A discussão avançou para um ponto sensível do mercado: o excesso de indicadores e a dificuldade de execução.

Náthaly Menezes, Ouvidora, Brasilseg

Na Energisa, Kassia Goes, Coordenadora Processos e Cadastro Comercial, deu uma resposta direta. A empresa conecta métricas a planos de ação claros, garantindo que cada indicador gere impacto real na jornada.

Essa abordagem gerou identificação no público. Muitos executivos reconhecem o desafio de transformar dashboards em decisões.

O painel reforçou um aprendizado importante: maturidade em CX depende de disciplina operacional.

Kassia Goes, Coordenadora Processos e Cadastro Comercial, Energisa

Empresas que evoluem trabalham com ciclos curtos de análise e ação, ajustando a jornada de forma contínua.

O ponto de virada: a jornada começa dentro da empresa

Um dos momentos mais provocativos veio quando o debate entrou na experiência do colaborador.

No iFood, Giovanna Godoy, Gerente de CX, apresentou a transformação da experiência dos agentes de atendimento. A empresa redesenhou processos e investiu em tecnologia para melhorar o dia a dia das equipes. O impacto apareceu diretamente na experiência do cliente.

Esse ponto conecta com uma visão mais ampla do setor: tecnologia impulsiona, mas pessoas sustentam a experiência.

Giovanna Godoy, Gerente de CX, iFood

A Rvops, com Ricardo Alves, CEO, reforçou essa leitura ao mostrar como transformação organizacional impacta consistência e escala da jornada.

Aqui surge um insight decisivo para líderes: experiência do cliente reflete diretamente a experiência do colaborador.

O bastidor que mais chamou atenção: consistência em escala

Ao longo da Trilha 11, um tema apareceu de forma recorrente, mesmo quando não era explicitado: consistência.

Desenhar uma boa jornada já se tornou prática comum. Sustentar essa jornada em escala, com diferentes canais, perfis de clientes e contextos operacionais, representa o verdadeiro desafio.

Rodrigo Tavares conduziu esse ponto com habilidade ao longo do painel, retomando a discussão sempre para o campo da execução.

Ricardo Alves, CEO, Rvops

O recado final para executivos de CX ficou claro:

  • Jornada do cliente exige integração entre áreas
  • Dados orientam, mas execução define resultado
  • Cultura organizacional sustenta a experiência no longo prazo
  • Pessoas continuam no centro da transformação

Os cases de jornada do cliente mostraram que vantagem competitiva nasce da capacidade de fazer o básico com excelência — de forma consistente, escalável e orientada ao cliente.

Imagens: Garrido Marketing

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